Taxa de esforço – como calcular

O que é a taxa de esforço?

A taxa de esforço é um cálculo que se efectua para que possa saber, mediante o seu rendimento mensal, se tem capacidade ou não para contrair mais créditos. É um valor em percentagem, que quando mais baixo for o número, melhor, significa que o “esforço” não será muito e que pode avançar com o pedido de empréstimo.

Esta taxa não deve ultrapassar os 40% a 50% pois de outra forma, não será possível pagar todos os seus créditos e ficar endividado. O ideal nestes casos seria manter sempre uma taxa de esforço até aos 35%.

Como é que esta taxa é calculada?

Esta taxa é calculada da seguinte forma:

Rendimento bruto mensal do agregado familiar a dividir pela prestação ou prestações mensais que tem. Por exemplo, um casal cujo rendimento seja de 2000 euros, mas tenha vários créditos na ordem dos 850 euros, tem uma taxa de esforço de 42, 5%.

Basta fazer esta conta para obter a percentagem que procura.

  • 850 X 100 : 2000 = 42,50% – Taxa de esforço.

Tenha claro em atenção, as flutuações de juros, pois a taxa de esforço pode aumentar consoante o aumento dos juros e consequentemente das prestações.

Este tipo de cálculos ajuda a prevenir o sobreendividamento, mas tenha sempre outras situações em consideração, por exemplo, se tem filhos, faça um cálculo das suas despesas mensais, assim como de gastos extraordinários que tem ocasionalmente como seguros do carro ou casa, e volte a calcular a sua taxa de esforço. Se preferir faça-a com os valores anuais:

  • 12 x despensas com créditos mais despesas extras : 12 x rendimento mensal.

Assim seguindo o exemplo anterior mas incluindo essas despesas extraordinárias:

  • 12 x 850 + 1600 (correspondentes ao seguro do carro e casa)  x 100 : 12 x 2000 =
  • 24 000 : 14350 x 100 = 59,8 % – Taxa de esforço bastante mais elevada.

Calcule bem a sua taxa, seja mensalmente, ou anualmente, o importante é ter a certeza se pode suportar ou não o crédito que pretende contrair.

Basicamente, ao contrair um crédito deve ter consciência de que a sociedade tem hábitos cada vez mais dinâmicos, e deve estar à vontade, simular vários cenários, como por exemplo no caso de um dos agregados familiares ficar sem emprego, precisar de dinheiro por causa de um problema de saúde urgente, precisar de adquirir um carro para se deslocar para o emprego etc. Deve ter uma certa folga para evitar incidente bancários. Claro que a prudência não pode ser levada a um extremo, pois nesse caso nunca se faria nada sem se concretizaria nenhuma realização. Mas deve ponderar sempre e delinear alternativas. Evitar sempre incumprimento.

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